quarta-feira, novembro 25, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
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segunda-feira, novembro 23, 2009
É verdade, estas coisas de escrever tudo o que se passa no nosso dia-a-dia, tem estado apenas centrada no Guguinhas. Membro mais novo da família que todos os dias tem uma novidade acerca da sua vivência.
Tenho que postar aqui o acontecimento que este ano mais marcou o Pipocas (o do meio). Menino com 11 anos, tímido, reservado nas suas atitudes e maneiras, responsável q.b., amigo da família, mas que sempre sentiu um vazio na sua vida por não ter contacto com o pai. Apesar de gostar muito do padrasto, fazia-lhe falta a aproximação ao pai.
Quem diz que não há coincidências! Uma das professoras dele andava à procura de uma escolinha de desporto para o filho. Como hoje em dia todos fazemos, o nosso meio de pesquisa é a internet. Aqui está tudo. Encontrou a dita escola e o apelido do professor pareceu-lhe familiar (nome inglês que não é muito usual por estas bandas). Chegada à aula perguntou ao Pipocas se o senhor em questão não era da familia dele. "É meu pai". respondeu o Pipocas. A partir daí tudo mudou na vida dele. Pediu-me para falar à avó paterna, poque queria saber do pai. Não é que o pai lhe ligou!!! Nunca pensei que isso acontecesse. Mas foi. E encontraram-se. Simpatizaram um com o outro, descobriram que têm gostos em comum e agora falam-se regularmente. O Pipocas não deixou de gostar do padrasto, mas tal como ele me diz, agora já pode chamar pai ao pai.
Nunca insisti nesta relação porque achava que era uma decisão que o meu menino deveria tomar por iniciativa própria e pelos vistos não me enganei. Nunca lhe disse mal do pai. Apenas lhe dizia que nós nunca poderíamso ter ficado juntos por termos maneiras diferentes de ver a vida.
Se ele está feliz com a decisão que tomou, eu também estou, porque sei que vai contribuir para o amadurecimento emocional dele ter criado laços com o pai.
Não me pede muitas vezes para falar ao api. Só quando tem saudades de ouvir a voz dele. Mas quando fala os olhitos dele ganham um brilho especial, não tenho palavras para o descrever.
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- Olá filho, então a escolinha correu bem?
- Sim.
- E o almoço? O que é que almoçaste hoje?
- SOPA.
Ele almoça todos os dias sopa...
Publicada por kikas à(s) 3:22 p.m. 0 comentários
A temática da festa era como não podia deixar de ser, o Benfica. O glorioso, o maravilhoso, para o comum dos benfiquistas. O bolo de aniversário era uma camisola do benfica. Os meninos eram todos do benfica. Todos não! Havia um que era do contra (o Gugas, claro):
- Mãe, eu não sou do Benfica.
- Então filho, és do Sporting?
- Não.
- Do Porto?
- Não.
- Ah já sei, és do Belenenses!
- Não mãe. Sou do stand do pai!
Publicada por kikas à(s) 10:26 a.m. 1 comentários
sábado, novembro 21, 2009

O verdadeiro paraíso dos brinquedos. O sonho de qualquer criança. Supera qualquer "Toys'r'us" português. Este ano, por várias razões que puseram o meu orçamento para lá de baixo, não posso lá ir. Mas é um dos meus objectivos para o próximo ano, talvez nesta altura que é quando Londres é mais Londres, levar lá os meus pequenotes e o mais que tudo também. Tenho a certeza de que vão delirar.
Publicada por kikas à(s) 1:22 p.m. 0 comentários
Talvez por ser Sábado, hoje apeteceu-me isto...
In the town where I was born,
Lived a man who sailed to sea,
And he told us of his life,
In the land of submarines,
So we sailed on to the sun,
Till we found the sea green,
And we lived beneath the waves,
In our yellow submarine,
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine,
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine.
And our friends are all aboard,
Many more of them live next door,
And the band begins to play.
(Trumpets play)
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine,
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine.
(Full speed ahead, Mr. Barkley, full speed ahead!
Full speed over here, sir!
All together! All together!
Aye, aye, sir, fire!
Captain! Captain!)
As we live a life of ease(life of ease)
Every one of us(every one of us) has all we need,(has all we need)
Sky of blue,(sky of blue) and sea green,(sea of green)
In our yellow(In our yellow) submarine.(submarine) ( Haha! )
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine,
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine.
(fading)
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine,
We all live in yellow submarine,
yellow submarine, yellow submarine.
Publicada por kikas à(s) 10:58 a.m. 0 comentários
quinta-feira, novembro 19, 2009
O Sr. Alberto que me perdoe, mas esta pérola da nossa língua merece ser aqui postada:
mitsubichi L300 de 7 lugares — Guimarães
• Localização: Guimarães, Braga, Portugal
• Data de publicação: Novembro 18
para pecas ou completa com os decomentos em ordem
e mais uma:
pneu michelin xzx 185r14 — Évora Monte
• Localização: Évora Monte, Évora, Portugal
• Data de publicação: Novembro 18
• Preço: € 40,00
vendo pneu subcelente michelin xzx na medida
E assim vai andando a língua de Camões. Nem com os acordos ortográficos esta gente é capaz de escrever sem dar erros. Enfim...
Publicada por kikas à(s) 3:56 p.m. 1 comentários
sexta-feira, novembro 13, 2009
-Ó mãe tu não tens piloca, pois não?!
- Não filho a mãe não tem piloca.
- Porquê? (Pergunta o Gugas como se fosse a pior coisa do mundo)
- Porque a mãe é uma menina...
- Não é nada, mãe. Tu não tens piloca porque veio um homem mau com uma tesoura grande e cortou!
- ....
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domingo, setembro 20, 2009
Interpretações de um novo tipo de linguagem que existe cá em casa, gugalês:
- Ó mãe está ali um cudumelo (para quem não sabe interpretar, este novo fonema quer dizer cogumelo)
- Ó Gugas como é que se chama a tua prima?
- É a Mapalda (mafalda)
- Eu tenho uma quigijola do Paíca! (Eu tenho uma camisola do Faísca - o seu herói, claro).
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segunda-feira, agosto 17, 2009
Pois é. Quase um ano sem postar nada, mas hoje tenho muita vontade de expressar os meus sentimentos por palavras. A minha mãe. Companheira de sempre, amiga como não há, está doente. Muito mesmo.Teve uma infecção respiratória grave. Esteve em coma induzido e voltou para nós. Quer dizer, voltou ao nosso mundo, mas continua na fantasia. (Prefiro chamar-lhe assim, não é tão doloroso). Ainda está hospitalizada, dizem-me que está estável, mas eu não acredito em nada. Acredito naquilo que vejo. Uma mulher com 70 anos que é um farrapo. A cabecita dela não aguentou. Apagou a luzinha que havia. Não diz coisa com coisa, não conhece o netinho querido - o Pipocas, acha que é o filho. Só diz disparates. Dizem-me que está num estado de arteroesclerose e demência muito avançado para a idade dela. Pode ser, mas porque é que tinha que ser com ela? Não é justo. A minha melhor amiga está no fim do seu percurso e eu estou a assistir. Não sei o que é que ela sente, mas eu sinto-me profundamente triste, não a posso ajudar, apenas dar-lhe o meu carinho. Cada vez que venho do hospital, apetece-me chorar até as minhas lágrimas secarem.
Antes do meu pai falecer, achava que eles iam ser dois velhotes engraçados, sempre juntos, a fazerem companhia um ao outro. Ele foi, e eu pensei que ela iria ser aquela velhota que cumprimenta todos, dá dois dedos de convera e vai até casa.
Afinal foi só uma ilusão. Agora eu tenho que cuidar dela e viver ao ritmo dela e aguardar.
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sábado, outubro 11, 2008
Publicada por kikas à(s) 6:56 p.m. 1 comentários
segunda-feira, agosto 25, 2008

Aí vem ela outra vez... e deve trazer outra menina! Só pode ser. Eles só sabem fazer meninas!!!!
Vou ser tia de terceira viagem e apesar de já não ser novidade, fico sempre feliz quando recebo a notícia de que vai haver mais um bebé na família.
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domingo, junho 29, 2008

O Gugas está a largar as fraldas e como tal precisa de uma sanita à sua altura. Esta foi a que encontramos para ele se adaptar à sua nova vida sem fraldas. E ele adora a ideia!
Publicada por kikas à(s) 8:16 p.m. 3 comentários
PÉROLAS CÁ DA CASA II
Na loja de animais:
- Boa tarde. Nós estamos a montar um aquário e gostávamos de levar uns limpa-fundos e uns guppies. Quantos acha que devemos levar?
(empregado): Se for para fazer criação, deve levar duas fêmeas e um macho.
(Pipocas): Ó mãe então o peixe fica com uma amante!!!!
- .....
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PÉROLAS CÁ DA CASA!!!
Conversa entre o Rafa e o Pipocas.
rafa: Tenho uma colega minha que faz ballett.
pipocas: Ai é?
rafa: sim. Até faz esparregado!
pipocas: Hã? Esparregata ó burro.
rafa: Pois, isso. É tudo a mesma coisa...
Publicada por kikas à(s) 8:02 p.m. 1 comentários
quinta-feira, junho 26, 2008
É verdade. Eles existem!!!!! Ando eu muito entretida a pesquisar sobre o meu novo hobbie - A Aquariofilia, quando encontrei uma espécie de peixe de que toda a gente fala mas ninguém sabe ao certo como é que é. A Gambuzia affinis, pois claro! Parente próximo dos nos amigos gambuzinos. Será que descobri o mistério da pesca aos gambuzinos?
Publicada por kikas à(s) 12:15 a.m. 1 comentários
segunda-feira, março 31, 2008
-Olá que menino lindo. como te chamas?
- Carro!!
-(?) Tens um nome muito bonito! E o carro como é que se chama?
- Carro...
SOCORRO! O MEU FILHO PENSA QUE SE CHAMA CARRO....
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sexta-feira, março 14, 2008
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quinta-feira, março 13, 2008
Os auto-rádios, além de servirem para ouvir música enquanto viajamos, têm as mais variadas funções que não vou estar aqui a perder tempo a enumerá-las. Uma das mais importantes é servir para apoiar o condutor quando este passa na barreira da portagem e tira o respectivo bilhetito para poder sair do outro lado!
Só que existem auto-rádios espertalhões, engolem tickets de portagem... e depois é o cabo dos trabalhos para os fazermos vomitar e justificarmo-nos perante a Brisa!!!
Publicada por kikas à(s) 10:50 a.m. 1 comentários
quarta-feira, março 12, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
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quinta-feira, março 06, 2008
Publicada por kikas à(s) 10:32 a.m. 1 comentários
quarta-feira, março 05, 2008
"Tlitleta" - Fonema utilizado pelo Gugas para designar bicicleta. Parecido, não é???
Publicada por kikas à(s) 10:38 a.m. 2 comentários
segunda-feira, março 03, 2008
Hoje, ao desfolhar uma revista de crianças, daquelas que só as mães compram deparei-me com um artigo no mínimo curioso. Cuidados tradicionais. Isto é, em algumas culturas por esse mundo fora ainda existem tradições ancestrais que envolvem o nascimento de um bebé. Até aqui tudo bem. Estamos no século XXI, mas aceitamos as tradições. Fazem parte cas diferentes culturas. Eis que... continuando a ler o artigo, me deparo com as tradições mexicanas. E como muito bem diz o autor "não existe maior união no momento do nascimento do que a que acontece entre os indíos Huichol, no México". E continua assim "Dita a tradição que o homem deverá sentir exactamente o mesmo que a mulher, uma vez que só assim poderá sentir realmente o prazer da paternidade. Assim sendo, o pai senta-se próximo da cabeça da mãe, com um cordão amarrado aos testículos. Cada vez que a mulher tiver uma contracção, está autorizada a puxar o cordão".... é caso para dizer: da-ssseeeee meus ricos tintins!!!!!!
Publicada por kikas à(s) 4:09 p.m. 1 comentários
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Conversa de gajas à hora de almoço:
Uma: Estou a comer pão, depois não consigo comer mais nada...
Outra: Porquê? Estás a fazer dieta?
Uma: Não, mas ando a tomar uns comprimidos que comprei lá no SPA e tiram mesmo a fome.
Outra: Ai sim? Eu também quero!
Uma: São um bocado perigosos porque fico muito acelerada e nem posso tomar café nem beber refrigerantes, senão o meu coração tem um colapso.
Outra: Mas isso faz mal, porque é que continuas a tomar?
Uma: Então que é que tu queres. Se morrer ao menos sou um cadáver elegante e saudável!
Outra: Bem nunca vi um cadavér com ar saudável, mas se tu dizes...
Atenção: Isto não é nenhuma anedota de loiras. As duas senhoras em questão até são morenas e trabalham na mesma empresa que eu e esta conversa passou-se hoje no refeitório da Emprea!
Publicada por kikas à(s) 5:35 p.m. 1 comentários
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Publicada por kikas à(s) 5:31 p.m. 3 comentários
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Assim está mais giro. Vamos só por umas fotos e fica com outro aspecto.
Publicada por kikas à(s) 5:40 p.m. 1 comentários
Fim-do-mundo (é onde eu moro), 22:00 - Descarga das compras semanais para o frigorífico. Na cozinha estão a mãe (eu); o pai (ele) e o filho (o gugas):
(Eu) Não me dês os iogurtes nas caixas de cartão.
(ele) Porquê?
(eu) Primeiro porque não gosto e segundo (não sei se é verdade ou não) porque é anti-higiénico!
(Gugas) Mãe toma! (o Gugas a rasgar os cartões dos iogurtes e a dar-mos para eu pôr no frigorífico!)
Naquele momento precisava de uma toalha desde o "fim-do-mundo" a Lisboa para limpar a baba do pai!!!! eheheheh
Publicada por kikas à(s) 5:29 p.m. 1 comentários
A minha amiga Florença disse-me que na sexta-feira passada acordei nostálgica. Pois sim! Depois de mais uma confusão com o pré-adolescente lá de casa (já começa a ser dia-sim-dia-sim), apeteceu-me voltar à minha adolescência.
Acredito que os miúdos de agora também se divirtam tal como eu me diverti na altura. Era giro o meu grupo de amigos (claro que não podiam faltar motas no meio). Divertiamo-nos à nossa maneira. Ouvíamos música que os mais novos ainda ouvem com frequência.
Também fumávamos e também bebíamos, e havia sempre algum que exagerava um bocadito mais, tal como hoje.
Já se passaram... nem sei... vinte anos? (que horror estou a ficar mesmo velha!!!!) olhar para trás e não me arrepender de nada do que fiz. E se fiz muito. Andava sempre no limite! Do meu grupo, alguns estão bem na vida, outros nem por isso e ainda há aqueles que recordo com saudade, pois por uma razão ou outra, já não estão entre nós... é a vida....
Se calhar é por isso que não aceito que o pré-adolescente pense que sabe mais o que eu, que me pode enganar com as mentiras dele (essas já eu as sei de cor), com os estratagemas dele... o habitual num pré adolescente que não sabe onde é que acaba a liberdade e começa a libertinagem.
Eu era adolescente. Tinha 15/16 anos, queria divertir-me. Ele tem apenas 11 e julga-se o dono do mundo.
É a pedra no meu sapato. Por isso é que por alguns momentos deixei-me levar pela nostalgia...
Publicada por kikas à(s) 4:53 p.m. 2 comentários
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Publicada por kikas à(s) 5:33 p.m. 1 comentários
Publicada por kikas à(s) 5:17 p.m. 2 comentários
As minhas desculpas ao autor deste texto, mas não podia deixar passar em branco a revolução musical da década de 80. Apesar de agora serem quase "dinossauros", ainda se ouvem nas nossas rádios. O texto é bastante extenso, mas vale a pena recordar o que foi feito em Portigal nessa altura.
"O ROCK EM PORTUGAL 1980-1989
Para a maioria dos portugueses, hoje, a sua memória do rock em Portugal remonta apenas o «Chico Fininho», o clássico embrionário de Rui Veloso e também a "gota de água" que fez explodir o verdadeiro primeiro boom do rock'n'roll entre nós.
Estávamos em 1980 e «Ar de Rock», o álbum que continha o tema, entrava com alguma surpresa e massificação por todos os lares portugueses, via rádio e TV. Quando, um mês mais tarde, saem para a rua uns «Cavalos de Corrida» chamados UHF, consolida-se o fenómeno. Digamos que, pela primeira vez em Portugal, o rock é escutado e cantado em português de forma tão unânime. Até aqui e à excepção, nos anos 60, dos Sheiks e do Quarteto 1111, nunca antes os nossos rockers tinham obtido um tal impacte junto da camada juveniI. Era o país inteiro que, boquiaberto, aclamava a sua primeira geração rock oficial. Também, pela primeira vez, a linguagem escrita do rock'n'roll. revista num português directo e espontâneo, chega a todos os lugares recônditos do território.
Para trás. tinha ficado o esforço injustiçado, mas histórico, dos grupos com que acabámos o resumo da década de 70: Faíscas (e a posterior mutação para Corpo Diplomático), Aqui D'EI-Rock ou Perspectiva. Contudo, nenhum deles conseguiu saltar o fosso do conhecimento restrito, mas criaram bases e uma certa habituação prévia para a explosão referida no início. Concentremo-nos pois nos novos aventureiros e na dupla Rui Veloso/UHF, entre a qual se estabelece a charneira da nossa quarta idade do rock em Portugal, depois dos Sheiks/Ekos, depois do Quarteto 1111/Filarmónica Fraude/Objectivo, depois dos Tantra/Arte & Oficio/Beatnicks. Para muitos, este novo crescendo da produção nacional deveu-se muito à ocasionalidade de um tema que pegou na rádio, «Chico Fininho», mas convém não esquecermos factores de máxima importância: os UHF, por exemplo, já tinham percorrido praticamente todas as estradas de Portugal, num roteiro intenso de concertos que veio ajudar à rápida propagação do seu surgimento.
Pela Rua Do Carmo dos UHF
Mas «Cava/os de Corrida» não foi o seu primeiro fôlego em estúdio. Aliás, o grupo acabou por representar uma geração enorme de músicos incontinentes do chamado «outro lado da margem», ou seja, Almada e localidades circundantes. Um ano atrás, em 79, a sua formação inicial - António Manuel Ribeiro (voz e guitarra), Renato Gomes (guitarra), Carlos Peres (baixo) e Américo Manuel (bateria) - já tinha gravado o single «Jorge Morreu» para a Metro-Som. O tema servia simultaneamente como homenagem a um amigo da banda que "passou muito depressa pela vida" e como radiografia real da vida de muitos jovens que habitavam a cintura industrial lisboeta, propensos à assimilação do rock de características urbanas vindo das Ilhas Britânicas. António Manuel Ribeiro iniciou, com os UHF e algumas históricas apresentações na Incrível Almadense, uma escalada ao topo do rock em Portugal que ainda hoje se mantém.
A sua paixão confessa pelos Doors deu-lhe o direito a ser conhecido como o Jim Morrison português, apesar de António Manuel Ribeiro nunca ter admitido tal pretensão, não obstante simpatizar com a analogia. Já em 81 a banda erguia finalmente os seus distintivos: discos de ouro para «À Flor da Pele», o álbum de estreia, e para o somatório dos seus singles, «Cavalos de Corrida», «Rua da Carmo» e «Modelo Fotográfico». Martelando sucessivamente sobre as temáticas que invadiam qualquer imaginário dos jovens rebeldes, os UHF lançam consecutivamente «Estou de Passagem» (o seu último trabalho para a EMI-Valentim de Carvalho, num divórcio que deu que falar!», «Persona Non Grata» e «Ares e Bares de Fronteira», numa prática que se iria estender por toda a década de 80 até ao presente, com altos e baixos normais numa carreira tão extensa. Para muitos dos seus simpatizantes, os UHF restam como a última amostra de teimosia pelos valores que defendem, enquanto outros apontam o grupo como exemplo da estagnação do nosso rock.
Da fartura à ressaca
Mas, fascinado como as novas hipóteses comerciais do rock cantado em português, o nosso sistema discográfico reage e, entre 81 e 83, dá-se então o já apontado boom, pleno de uma fartura que iria conduzir a uma grave ressaca lá pelos meados da década, apesar de, pelo meio, se ter ressuscitado o Festival de Vilar de Mouros que, para além dos portugueses, contou ainda com os U2, os Echo And The Bunnymen, Durutti Column ou Stranglers. No entanto, nesses parêntesis, foram guardados trabalhos históricos e de grande valor artístico, entre os quais se destacam os Xutos e Pontapés, G.N.R., António Variações (que só depois da morte por Sida foi finalmente reconhecido como um precoce da vanguarda pop em Portugal), Heróis da Mar e Street Kids. Como apontamento de referência, guardaram-se também aventuras como os Táxi (ex-Pesquisa, cujo tema «Chiclete» e o álbum «Cairo» atingiram uma expressão enorme em vendas), Salada de Frutas (famosos pelo tema «Se Cá Nevasse»), Jafúmega (os ex-Mini-Pop agora virados para um rock com sabor a tripas do Porto), Manuela Moura Guedes (que assinou um dos melhores singles de sempre da música portuguesa, «Foram Cardos, Foram Prosas»),TNT, Albatroz, Roquivários, Roxigénio, Opinião Pública, Popeline Beje, Da Vinci, Trabalhadores do Comércio ou Grupo de Baile.
Todos eles partilharam entre si singles e álbuns de grande sucesso nacional, mas juntos trabalharam para a saturação de um mercado que não estava preparado para uma revolução tão vincada e exigente no apoio promocional aos seus projectos. Entre 81/83, quase bastava ter uma canção rock cantada em português para merecer um contrato discográfico. Essa alienação do rigor originou o surgimento de muitos sub-produtos rock, o que viria também a ajudar ao desacreditar o futuro dos nossos valores. A maioria desintegrou-se, entre eles os interessantes Street Kids (inicialmente vocacionados para o cantar em inglês, nos singles «Let Me Do It» e «Super Wen»), praticantes de uma pop de contornos virados para a new wave importada do circuito anglo-saxónico com resultados práticos no álbum Trauma, no qual deixaram um clássico importante, «Tropa Não», retomado anos mais tarde como hino emblemático pelos seguidores do post-punk em Portugal.
Aos Xutos & Pontapés contra o sistema
No cume da pirâmide activa do impacte do punk em Portugal, encontramos os Xutos & Pontapés. Entre 78 e 82, "remaram contra a maré", mas sem resultados práticos editoriais. No entanto, nunca pararam de dinamitar rebeldia em cada palco que pisavam, num acumular de culto que, os viria a transformar na maior banda portuguesa, de rock'n'roll, muitos anos depois. Tim (voz e baixo), Francis (guitarra substituído por João Cabeleira após a saída de «1978-1982»), Zé Pedro (guitarra) e Kalú (bateria), foram os primeiros Xutos, apesar de ser injusto não referir a participação inicial de Zé Leonel, fundador do grupo, mas que rapidamente se viu excluído deste por problemas com o consumo excessivo de estupefacientes. Só em 82, pela mão de António Sérgio e da sua editora Rotação - nome guardado do programa homónimo que realizou para a Rádio Renascença no final dos anos 70 -, chegaram a estúdio para registar «1978-1982», álbum compilação de toda a produção acumulada durante esses quatro anos.
«Sémen» foi inclusive individualizado no formato sete polegadas e a dupla «Ave Maria»/«Mãe» foi de encontro à moral dos portugueses focando, de forma explícita, a religião e o incesto. Dois anos depois, dominavam a primeira colectânea dos concursos do Rock Rendez- Vous, enquanto convidados de honra, assinavam «Remar, Remar» para a Fundação Atlântica e fechavam esse ciclo com «Cerco», um mini-LP que guarda algumas das melhores canções da banda, mas que enferma de péssimas condições sonoras, Nessa altura. já o grupo gozava de uma grande exposição pública e, depois de um conflito para a edição de último álbum para a Dansa do Som - o ao vivo «1º de Agosto» -, assinam pela Polygram e surpreendem tudo e todos com "contentores" cheios de energia e electricidade: «Circo de Feras» (87). Daí para a frente. os Xutos & Pontapés foram gerindo os ganhos, através de álbuns menores como «88» (88), tentando até a internacionalização em território brasileiro. Felizmente, os anos 90 encontraram-nos em forma e o estatuto foi reposto com o mais recente «Direito Ao Deserto».
As "Descobertas" dos Heróis do Mar
Mas se os Street Kids deram nas vistas, em termos pop, foram os Heróis do Mar - Rui Pregal da Cunha (voz), Paulo Gonçalves (guitarra), Pedro Ayres Magalhães (baixo), Carlos Maria Trindade (teclas) e Tózé Almeida (bateria) - quem abalou verdadeiramente as muralhas da nossa consciência formal e ideológica. Em primeiro lugar, adoptaram a estética new romantic (movimento britânico onde despontaram nomes como Duran Duran. ABC. Human League ou Classic Nouveau) enquanto identidade visual, aplicada sobre uniformes e letras intrinsecamente revivalistas do Portugal das Descobertas, num período onde qualquer apologia nesse sentido era tida como um gesto reaccionário. Indiferentes a esses "velhos do Restelo", os Heróis do Mar (ex-Corpo Diplomático) assinaram, logo à partida, um dos melhores álbuns de sempre da música portuguesa, o homónimo de estreia «Heróis do Mar» (82), um trabalho de canções espantosas e de um som novo para os ouvidos portugueses, denotando uma absorção imensa dos manifestos Joy Division/New Order que marcaram o planeta rock à entrada dos anos 80.
Com os posteriores singles «Amor» e «Paixão» - já inseridos no período electro-pop do grupo -, o projecto atinge uma notoriedade raramente antevista em solo nacional, chegando inclusive a preencher a primeira parte de um espectáculo dos Roxy Music em Paris, em mais um episódio da tão falhada internacionalização do rock "made in Portugal". Procurando evoluir, abertos à introdução de novos elementos corno o experimentalismo e algumas expressões étnicas, os Heróis do Mar ainda lançam trabalhos como «Mãe» ou «Macau», mas já não gozam do estatuto anterior e inicia-se a desintegração do grupo, com uma dispersão notável dos seus membros por outros projectos de importância vital para a música portuguesa: Pedro Ayres Magalhães forma os Madredeus e a dupla Rui Pregal/Paulo Gonçalves aguardam os anos 90 para promoverem os controversos LX -90.
Portugal na CEE dos G.N.R.
Tal como os Heróis do Mar e António Variações, os G.N.R. - grupo novo rock - percorreram a primeira metade dos anos 80 em Portugal como um projéctil-choque, desenvolvendo uma aura de culto fortíssima, mais tarde responsável pela sustentação do grupo no salto que deu para o título de grupo rock português com o maior sucesso da história. Hoje, Rui Reininho é o ídolo indiscutível do nosso mercado adolescente, mas há catorze anos atrás jamais pensou deter esta posição.
Na época, encontrava-se entretido nos projectos Anar Band (uma aventura exeperimentalista de Jorge Lima Barreto) e Atitudes (uma brincadeira new wave), até ao dia em que troca posições com Vítor Rua no seio dos G.N.R.. Este tinha oferecido ao grupo dois singles clássicos, «Portugal na CEE» e «Sê Um G.N.R.», mas desinteressou-se pelo rumar pop que este estava a tomar, nas pessoas de Toli (bateria) e Alexandre Soares (guitarra), associando-se a Lima Barreto para os Telectu.
Os G.N.R. recrutaram então Reininho (voz) e Jorge Romão (baixo), iniciando a escalada que hoje lhe reconhecemos. A primeira medida foi inflectir o grupo para a vanguarda da pop, extraindo desta a liberdade criativa para desenvolver letras onde misturavam mais do que um idioma, onde divagavam entre o experimentalismo - o tema «Avarias» de «Independança» (83), é um exemplo - e a new wave. Um ano depois, fazem sair «Defeitos Especiais» e o EP «Twistarte», para em 85 chegarem à sua indiscutível obra-prima, «Os Homens Não Se Querem Bonitos», onde despontavam «Dunas» e o espantoso «Sete Naves», para muitos considerado o zénite do grupo. Daqui até «Psicopátria» foi um pulo, com novos lucros a serem contabilizados, quer no plano financeiro, quer em termos artísticos («Bellevue» e «Efectivamente»).
Este ciclo marca também o fim da presença de Alexandre Soares, o grande responsável por mui tos momentos memoráveis dos espectáculos da banda, substituído, depois de várias tentativas, por Zézé (ex-Urb), que tem acompanhado o grupo até ao presente, desfrutando das grandes explosões de massas que já gozaram: o relativo sucesso de «A Valsa dos Detectives», a euforia captada em «In Vivo», o fenómeno que foi «Rock In Rio Douro» e o mega-concerto de Alvalade, o maior de sempre de um grupo português.
A Catedral Rock Rendez-Vous
Fechado que está o ciclo dos primeiros gigantes e do boom de 80/83, chegamos a um dos períodos mais relevantes da nossa acção rock desde sempre, a recuperação da nossa crença a partir de 84, com base na militância de meia dúzia de renitentes em cruzar os braços e voltar ao ponto zero. As multinacionais, essas, já não arriscavam e limitavam-se a gerir as carreiras dos seus eleitos. Como tal, havia que dar a volta por cima, exacta mente como António Sérgio tinha feito com a sigla "Rotação" no início da década, isto é, empurrar o barco para a frente com as mãos.
Na rádio, António Sérgio já estava na Comercial, com o seu "Som da Frente ", pronto para o que desse e viesse e Rui Pêgo/António Duarte mantinham a força do "Nós Por Cá" na Renascença, enquanto nascia o "Blitz", que ainda resta como o único semanário musical da nossa praça. Por outro lado, e sem menos importância, assistiu-se a um fenómeno exemplar: o surgir de uma rede incrível de Rádios Piratas, espalhadas por todo o país, a quem se deve grande parte do ressurgir do nosso rock. Mais tarde, seriam reordenadas por legislatura oficial, mas a sua voz nunca se calou desde então.
Mário Guia, um ex-Ekos e uma personagem que nunca perdeu o rasto ao nosso rock, já tinha transformado, no final de 80, um ex-cinema de filmes pornográficos no mítico Rock Rendez-Vous sob o mote "um palco e um público para o rock feito em Portugal", originando assim a indiscutível catedral do nosso rock durante a década.
Aí se operou, durante anos a fio, a mostragem de todo o tipo de valores, quer pela prática de espectáculos ao vivo assíduos (cerca de 1500 em dez anos), quer pela implementação de concursos.
Nasceu assim a série "Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous ", uma expressão que passou a constituir o oásis sonhado por todos quantos sabiam não ter hipóteses junto do circuito multinacional. Na Primavera de 84 realizou-se a sua primeira iniciativa, revelando na edição seguinte um grupo que viria a marcar a charneira de transição dos períodos arcaico e moderno do rock em Portugal, os Mler Ife Dada, que depois de gravarem o máxi-single «Zimpó» para a Dansa do Som (editora acoplada ao RRV, por onde eram lançados os discos-prémios dos concursos), acabaram por assinar com a Polygram, associação da qual resultou «Coisas Que Fascinam», um álbum que veio revitalizar muitos dos conceitos seguidos em Portugal pelos nossos músicos. Assente na voz de Anabela Duarte (ex-Ocaso Épico) e na imaginação de Nuno Rebelo (baixo e ex-Street Kids), o grupo surpreendeu pela introdução de ritmos estranhos ao rock standard e pelo imenso electismo das suas inspirações, da música africana à canção francesa, etc.
Dessas gerações ininterruptas que despontaram no Rock Rendez-Vous ao longo de dez anos de actividade - fecho por falência económica -, guardam-se os nomes dos Radar Kadafi, Essa Entente, Requiem, Pop Dell'Arte, Mão Morta, Peste & Sida, Lobo Meigo, Mata-Ratos, Ena Pá 2000, Quinta do Bill, Sitiados ou Ritual Tejo.
Os Ban com a Alma Dorida e a Glória dos Sétima Legião
Paralelamente à actividade da Dansa do Som, uma outra editora independente lançava os dados da sorte: a Fundação Atlântica, fruto da "carolice" de vários membros, entre os quais estava Pedro Ayres Magalhães, uma personagem única no despoletar das várias etapas do rock em Portugal, desde o punk dos Faíscas até à portugalidade dos actuais Madredeus, passando pelos já referidos Corpo Diplomático e Heróis do Mar. O objectivo da Fundação Atlântica foi o da divulgação (associada à distribuição da EMI-Valentim de Carvalho) da música moderna portuguesa de inspiração urbana. Assim, descobriram os Sétima Legião e editaram dois dos mais históricos singles da nossa cronologia: «Foram Cardos, Foram Prosas» de Manuela Moura Guedes (apoiada no então crítico de música Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho) e «Remar, Remar» dos Xutos & Pontapés, entre outras edições.
Mas foram mesmo os Sétima Legião quem marcou a existência do seu catálogo, pelo qual lançaram «Glória» (83) e «A Um Deus Desconhecido» (84), o single e o álbum de estreia, respectivamente. E apesar das vendas de ambos os registos não terem sido significativas, transformaram-se em obras de culto para os amantes do novo rock, expressão que caracterizava os seguidores das tendência urbanas britânicas, entre os Joy Division e os Echo and the Bunnymen, entre os U2 e os The Cure. Culto esse que se iria arrastar durante os três anos de interregno do grupo, até ressurgirem reformulados para «Mar de Outubro» e «De Um Tempo Ausente», os álbuns seguintes, que cristalizaram os Sétima Legião entre a elite das nossas propostas rock, com um forte cunho português, quer pela utilização de uma gaita de foles, profundamente celta, quer pelo teor das letras de Francisco Menezes, abertas ao coração pictórico dos portugueses: o mar, o amor, a saudade e as glórias do passado.
A par da Sétima Legião. e no mesmo território desta, despontaram também os Ban, outro projecto a emergir da Cidade lnvicta, tal como os G.N.R.. Começaram por se chamar Bananas, nome com o qual editaram o single «Identidade», mas em 84 surgiam já por detrás do diminutivo Ban para cantar a depressão própria das sociedades urbanas. O EP «Alma Dorida» foi o grito lançado, mergulhando a banda num silêncio profundo do qual só iria emergir em 86 para um novo EP, «Santa», ao qual se seguiram os álbuns «Surrealizar», «Música Concreta» e «Mundo de Aventuras».
Contudo, para quem os acompanhou desde o início, a confusão era total, já que o grupo retomou o activo praticando e investindo tudo numa pop cerebral de intuitos dançantes, insuflando inteligência no mercado das ideias portuguesas.
Entre os Rádio Macau e os Delfins
Entre os Rádio Macau e os Delfins estabelece-se a ponte ideal sobre os dominadores comuns próprios das populações que habitam as linhas ferroviárias urbanas de Sintra e Cascais. A EMI-Valentim de Carvalho pegou nos dois projectos, mas conhecia as diferenças dos seus públicos: um, o de Sintra, virado para o consumo de um rock de guerrilha urbana: o outro, o de Cascais, aberto a uma pop adolescente e positivista. Assim foram dados os primeiros passos dos Rádio Macau e Delfins, bandas que viriam a evoluir para o principal patamar do nosso rock.
A primeira, viria a assinar seis álbuns, dos quais destacamos o homónimo de estreia, «O Elevador da Glória» e «Marca Amarela» o último registo do grupo, que se dissolveu em 93 -, trabalhos importantes do domínio da exploração do rock'n 'roll com traços hard em Portugal. Em palco, os Rádio Macau ficaram também conhecidos como uma das bandas nacionais mais eficazes, quer pela entrega que dispunham, quer pela intensidade com que encaravam cada espectáculo.
Quanto aos Delfins, o seu projecto é bastante mais díspar. Quando no acto de estreia lançaram um tema chamado «Baía de Cascais», imediatamente viram essa bandeira transformar-se numa espécie de hino regional, assumido por todos quantos habitam a Linha de Cascais. Contudo, como uma faca de dois gumes, foram obrigados a suportar o reverso da medalha, rejeitados por todos quantos exigem algo mais do que a frescura pop. Só com o segundo álbum, «O Outro Lado Existe», recuperaram posições, sobretudo através de «Um Lugar Ao Sol», uma autêntica pérola pop que ajudou o grupo a chegar a «Desalinhados» com redobrados créditos face ao público dos grandes centros urbanos, os mesmos que os rejeitaram em primeira instância. Contudo, em 93, os Delfins mudam de máscara e fazem o rock praticado em Portugal olhar fundo para trás, arrancando «Ser Maior - Uma História Natural», um triplo álbum polémico, quer pela sua concepção temática, quer sobretudo pelas opções tomadas, revivalistas dos períodos sinfónico-progressivo, que dominaram grande parte dos anos 70.
A propagação do circuito independente
Com os exemplos dados pela Stiff Records, pela Rotação (através da Rossil), pela Fundação Atlântica e pela Dansa do Som, guardou-se um recado vital: afinal, pode-se e deve-se sobreviver para além da imensa sombra das editoras multinacionais.
João Peste, voz e líder dos Pop Dell 'Arte, apercebeu-se disso e lança a Ama Romanta; um selo próprio, apoiado no esforço cúmplice de vários amigos.
«Divergências», uma compilação de vários projectos oriundos do nosso circuito alternativo, foi o primeiro grande passo dado, depois de experimentado o mercado com um single dos Mler lfe Dada, «L 'Amour Va Bien Merci». Contudo, foi «Free Pop», o primeiro álbum dos Pop Dell'Arte, quem acabou por consolidar o valor da Ama Romanta, trazendo para o mercado dois lados de vinil cheios de imaginação e criatividade. Ao contrário da geral, João Peste tinha empurrado o seu grupo para um pátio onde se provava que, afinal, a aculturação é inevitável, mas que pode ser filtrada para modelos autónomos e não apenas exercícios de pura cópia à portuguesa.
Esse seu exemplo de coragem foi depois seguido por outros resistentes, com provas à vista nos catálogos da MTM (editora do Porto) ou da El Tatu, propriedade de Tim dos Xutos & Pontapés. Consolidado o processo de autonomia das vias independentes, a música moderna portuguesa ganhou o direito à existência para lá de guetos de bairro. Contudo, apesar do já relativo adiantamento dos anos 90, ainda se espera mais e melhor dos viveiros alternativos. Mas, hoje, pode-se dizer com uma confortável segurança: há rock em Portugal e um sistema de apoio às suas diversas disciplinas - editoras, agenciamento e uma rede de rádios regionais e locais pronta para a sua promoção."
Publicada por kikas à(s) 5:09 p.m. 1 comentários
-"Mãe, o guel que cocola!"*
- "Diz, filho?"
-"Guel que cocola"*
(**Tradução: O gugas quer coca-cola.)
Esta é a verdadeira geração Coca-cola! Ele pede coca-cola antes de ir dormir!!!!
Publicada por kikas à(s) 3:57 p.m. 1 comentários
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Aula de português. O protagonista é o nosso amigo Rafa, que tão bem conhecemos:
(professora): Rafa, em que tempo está a frase "a Joana vai à escola"?
(Rafa): Está no tempo perdido, stora....
Este é o meu menino sobredotado!
Publicada por kikas à(s) 2:11 a.m. 0 comentários
terça-feira, outubro 30, 2007
Está a chegar!!!!UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicada por kikas à(s) 3:34 p.m. 0 comentários
sexta-feira, outubro 12, 2007
Vida nova para mim!!! Larguei o melhor emprego do mundo, onde tinha o tempo todo para me dedicar aos blogs, às conversas de gajas; aos cafezinhos; aos lanchinhos, a troco de uma quantia razoável de Euros. Não me sentia motivada. Cada vez mais achava que o meu lugar não era ali...Não sabia bem o que é que queria da vida. Metade da população activa portuguesa devia gostar de estar no meu lugar.
Agora trabalho das 9 às 6, faço mil coisas de uma vez, quase não tenho tempo para respirar e sinto-me realizada!
Publicada por kikas à(s) 1:21 p.m. 3 comentários
quinta-feira, setembro 13, 2007
- Mãeeee, posso comer um gelado?
- Sim. Que sabor é que queres?
- Quero um gelado de After shave!!!!
- ....
Publicada por kikas à(s) 1:33 a.m. 3 comentários
terça-feira, agosto 28, 2007
BUÁ
Fonema para nomear toda a matéria, conhecida pelo Gugas no estado líquido:
Água; leite; sumos; água do mar... água da piscina... xixi...
Publicada por kikas à(s) 2:04 a.m. 2 comentários
terça-feira, agosto 14, 2007
-Miúda!
- Tudo bem.Onde é que estás?
- Olha eu queria ir deixar o carro à oficina do senhor para pintar, mas perdi-me...
- Sim, mas onde é que estás?
-Estou aqui numas bombas de gasolina. Em Alverca.
- Então não queres passar por aqui para eu te levar à oficina?
-Não miúda. Deixa lá...
- Está bem. Segues sempre as indicações para o Sobral/Torres. Tens a certeza que não queres que vá contigo?
- Obrigada mas não. Eu chego lá.
...
- Ó miúda, sabes onde é que eu estou?
- Onde?
- No Sobral amiga. Tenho tanta vergonha de ser assim. Estou farta de conduzir! O homem da oficina já não deve estar lá. São quase sete horas e eu aqui às voltas! Isto parece mais a volta a Portugal em Golf (estas palavras foram proferidas depois de 31 mil asneiras de seguida). Dás-me o número do teu marido? É que perdi o meu telemóvel e agora não tenho contactos nenhuns!
- Tens a certeza que não queres que eu vá ter contigo?
- Não, deixa estar.
....
- Então já chegaste?
- Ainda não. Vou aqui numa estrada cheia de curvas atrás de um gajo a 20 à hora. Já estou a ficar enjoada!
- Depois diz quaquer coisa, tá?
....
(Agora eu com o maridão)
- Então a Florença ligou-te?
- Sim. Indiquei-lhe o caminho. Mas parece-me que ela passou várias vezes pela oficina e não reparou nela...
- A sério?
- Sim da ultima vez que falámos ela já estava quase a chegar ao Milharado. Já tinha passado pela oficina...
E eu é que tenho um esgotamento...
Publicada por kikas à(s) 11:30 p.m. 3 comentários
segunda-feira, agosto 13, 2007
O meu cabelo está tão preto, tão preto que pareço a Maga Patalógika!
Publicada por kikas à(s) 11:33 p.m. 3 comentários
sábado, agosto 11, 2007
Pipocas a filosofar:
-Ó mãe como é que tu e o "painho" (forma carinhosa de tratar o padrasto) fizeram o Gugas se eu nunca vos vi juntos?
(epá. Já estás a querer saber demais)
Publicada por kikas à(s) 12:58 p.m. 2 comentários
quarta-feira, agosto 08, 2007
O meu carro tem 24 computadores e eu faço parte, segundo a Florença, dos 0,01% da população portuguesa que lê manuais de instruções! Serei normal?????
Publicada por kikas à(s) 11:46 p.m. 3 comentários
A TMN tem um anúncio que diz assim:"A TMN COMO ELA É"
Eu cá em casa tenho o Rafa como ele é. Senão vejamos:
-Rafa, presta bem atenção ao que eu te vou pedir.
- Tá bem! Tá bem!
-Vais ao café do Jota e trazes-me 3 pãezinhos, bolinhas. Não te esqueces?
- Não, não...
.....
- Então Rafa, isto é que são as bolinhas que eu te pedi? Estes pães são os bebés, não dá para por hamburgers lá dentro!
- Ó Kikas, eu cheguei lá ao café e pedi 3 pães e achei que o senhor sabia quais eram...
o quinto ano está aí à porta. Estou em crer que vai ser outro chorrilho de asneiras...
Publicada por kikas à(s) 11:38 p.m. 3 comentários
segunda-feira, julho 16, 2007
É delicioso ver o Gugas a andar pela casa com as mãos atrás das costas, tipo policia, a ver onde é que pode mexer!!!!!
Publicada por kikas à(s) 11:51 p.m. 2 comentários
sábado, julho 07, 2007
Já estava um bocado farta do rosa. Decidi mudar para um ar mais "cítrico", só para arejar!
Publicada por kikas à(s) 1:39 a.m. 3 comentários
A empresa onde eu trabalho deve andar pelas ruas da amargura. Não devem ter capital para contratar pessoal competente, então valem-se da mão de obra barata para colmatar a falta de técnicos que há por aquelas bandas.
Primeiro alteraram o tarifário do meu cartão de serviço. Até aí tudo bem. Se calhar até é mais vantajoso. Quando o plafond mensal chega ao fim tenho que ir ao multibanco carregar o dito.
Por acaso, tive que carregar o meu telemóvel na quarta feira (isto de estar em casa...). -Quinze Euros, dá perfeitamente-. Fiquei`a espera da mensagem de carregamento e nada. Fiz uma consulta ao saldo e tinha cerca de €60. "Deve ser alguma actualização do plafond" - pensei eu. Nem liguei mais ao assunto.
Hoje lembrei-me novamente de ver o saldo e qual não é o meu espanto quando o valor que aparecia era de € 5536,87 + IVA. O pior de tudo é que cada vez que faço uma chamada, paga ou não, o valor aumenta ! É fantástico não é? Neste momento o meu saldo já vai quase em seis mil euros. A crescer assim, daqui a nada já posso comprar uma casa nova só com o dinheiro das chamadas!
Publicada por kikas à(s) 12:59 a.m. 2 comentários
O Gugu está com varicela. Cheio de borbulhas...
Eu estou em casa com quase um esgotamento nervoso... (nada mau, hã?! Mais 30 dias a ver 3 crianças de manhã à noite. A falar bebezês, a ouvir os carrinhos a fazerem vrummmmmmmmmmm, vrummmmmmmmmmm, horas a fio... com as respectivas pausas para almoço, lanche e lanchinhos durante o dia todo -ou não fossem o Pipocas e o Rafa)
O carro que foi comprado há 3 meses já teve que ir para o estaleiro - tinha defeito no sistema de anti-poluição. O tecto de abrir já não funciona... Ai que saudades do meu Pajero!
E ainda me invejam por eu estar de baixa. Bolas, bolas, bolas!!!
Publicada por kikas à(s) 12:48 a.m. 2 comentários
VOLTEI!!!! E cheia de novidades. Então preparem-se para a mais recente e espectacular teoria do meu querido Rafa.
Num teste de final de ano (4º. neste caso), depois de lhe terem apresentado um mapa-mundi, com a solicitação para colorir os diferentes continentes, foi-lhe colocada a seguinte questão: " Indica em que continente se situa Portugal" - resposta: "Portugal situa-se na Ásia e na África". confesso que me sinto um bocado atordoada, mas é só pelo facto de já não saber onde é que Potugal se situa na realidade (estarei louca?)!
Outra: "Escreve o nome dos países que constituem em Península Ibérica." - Resposta: "O nome do país é Europa" (pura insanidade. Ou serei eu que já me esqueci de tudo quanto aprendi na instrução primária?)
Ele transitou para o 5º. ano. Mas já nada me admira depois de ter recebido um recado da Directora da Escola que ele frequenta a informar os encarregados de educação que iria haver uma reunião com os pais e o CONSELHO Executivo...
Publicada por kikas à(s) 12:31 a.m. 1 comentários
segunda-feira, junho 04, 2007
Publicada por kikas à(s) 12:25 a.m. 3 comentários
sexta-feira, junho 01, 2007
-"Então miuda fizeste o TAC? O que é que te disseram?"
-"Só amanhã é que sei alguma coisa. Depois digo-te."
- "Só amanhã? Eu fazia uma reclamação!"
-"Porquê?"
-"Porque no Dr. House eles mostram logo tudo. Eu vejo no Dr. House!"
- "...."
Publicada por kikas à(s) 2:07 a.m. 2 comentários
segunda-feira, maio 28, 2007
-"Kikas, como é que fazes para descascar cebolas sem chorar?"
-"Então. Antes de descascar a cebola, ponho-a debaixo de água fria..."
- Eu não! Tenho lá na cozinha uns óculos de natação e ponho-os quando vou descascar as cebolas. Ficam embaciados e tudo como se estivesse debaixo de água!"
- .....
Publicada por kikas à(s) 8:57 a.m. 4 comentários
sábado, maio 26, 2007
Estas lágrimas são para ti Rafa. A profunda tristeza que tenho por não te conseguires adaptar à nossa vida. Por quereres viver como um cavalo nas lezírias, onde ninguém manda e podes andar ao sabor do vento. Sei que és incompreendido por isso. A sensação de impotência perante alguém que não olha a regras, que não sabe abrir o seu coração...Publicada por kikas à(s) 1:06 a.m. 3 comentários
Com uma família tão grande como a minha, certamente irei à falência antes do Outono chegar. Ontem foi a prima. Hoje é a vez do Pipocas festejar o seu nono aniversário. Dia 2 de Junho será a Babá, 16 a sogrinha linda do meu coração (isto é real. Não é graxa nem nada disso!), dia 19 o Amorzinho. Pelo meio ainda vão surgir uns primos mais afastados e alguns amigos. Uff e ainda só vou a meio do ano.
Voltando ao propósito do meu post. Tal como fiz anteriormente, quero desejar ao Pipocas toda a felicidade do mundo neste dia que é tão importante para ele. (Ele agora fala assim, mas quando chegar aos 30 e 10 - isto é: 40 anitos é que vai ver o que é bom para a tosse!)
Publicada por kikas à(s) 12:40 a.m. 2 comentários
sexta-feira, maio 25, 2007
Publicada por kikas à(s) 12:34 p.m. 1 comentários
Anúncio:
"PROCURA-SE PESSOA PARA VENDA DE ANDARES.
ORDENADO BASE+COMISSÕES"
Como estou à procura de alguma coisa para fazer, fui ver quais eram as condições.
- "Menina, as condições são as seguintes: tem que estar aqui no stand vendas entre as duas e as sete da tarde. Oito porque agora anoitece mais tarde. Sábados de tarde e Domingos da parte da manhã, mais ou menos até à hora de almoço"
(Fixe - pensei eu. Se calhar até não é mau)
- "Então e qual é o ordenado base que tem para oferecer?"
-"200 € e 500 € por cada apartamento que vender."
-"Ok. Eu depois contacto-o".
Ridículo. Aproveitam-se do desespero das pessoas. Eu, como é óbvio não aceitei, mas se calhar alguém o há-de fazer.
Já agora. Alguém me diz como é que se sobrevive com 200 € por mês?
Publicada por kikas à(s) 10:39 a.m. 3 comentários
quinta-feira, maio 24, 2007
Publicada por kikas à(s) 1:37 p.m. 0 comentários
terça-feira, maio 15, 2007
Hoje tive que ir a Lisboa tratar de uns assuntos. Não é que eu quando estou a trabalhar não vá para Lisboa todos os dias. Só que nesses dias só tenho um caminho. Transporte público - serviço - transporte público. É que eu recuso-me terminantemente a conduzir em Lisboa.
Mas retomando: como cheguei bastante cedo, lembrei-me de apanhar o autocarro e ir até à baixa. Nunca pensei ter esta cidade tão dentro de mim, pois saí de Lisboa por opção.
Está linda. (pensava eu) Há quanto tempo não descia a Avenida Liberdade e via as suas cores tão caraterísticas - o sol parece que está desmaiado por causa do fumo dos carros. Olha! (eu a pensar novamente) o cabeleireiro onde eu costumava ir já não existe! Agora é uma loja...
O cinema São Jorge! O Tivoli - tantos filmes assisti naquela sala. O último foi o "Adeus África". De vez em quando lembro-me da sua banda sonora. Fantástica. Eu o meu pai adorámos.
E o cinema Condes. Agora é o Hard Rock Cafe. Será que ainda tem baratas a passear por lá?
E o que é que aconteceu ao Edifício do Diário de Notícias. Já ninguém trabalha lá?!
Boa, o Great American Disaster foi remodelado. Tantas vezes que namorei lá! Tenho saudades...dos hamburgers com chili e da Coca-cola. Na altura achava-os os melhores do mundo.
O famoso túnel do Marquês. Ainda não tinha visto! E o terminal dos autocarros! Está tudo em obras!
Rossio. Continua igual a ele próprio.
Uma senhora a dormir na paragem do autocarro. Coitada, deve acordar cedo como eu.
Rumo ao Saldanha que se faz tarde. Desta vez vou a pé. Já não tenho ao ar condicionado do autocarro (sim, porque até andei num autocarro com ar condicionado). No meu tempo de estudante não havia nada disso. Os autocarros eram cor de laranja, quando estava frio, estava mesmo frio e quando estava calor, suava-se as estopinhas.
Bem, são de louvar as empresas que compraram os edifícios antigos e os restauraram. Gosto tanto de os contemplar e imaginar o que se passava nos finais do Século XIX e inícios do Séc. XX.
Pois é, hoje parecia uma saloia acabada de chegar à cidade! Acho que quem viu a minha cara com certeza reparou no ar deslumbrado/nostálgico que eu tinha no meu semblante.
Só me faltou ir a Belém, onde passei a minha infância. Talvez um dia calhe em caminho.
Publicada por kikas à(s) 1:12 a.m. 5 comentários
domingo, maio 13, 2007
Publicada por kikas à(s) 10:07 p.m. 7 comentários
Esta semana foi bastante atribulada. Pensava eu que só acontecia aos outros! Fui convidada a sair da empresa onde trabalho há quase 9 anos!
Situação estranha... mas estou cá para ver o que se vai passar a seguir. Tenho cerca de dois meses para pensar se aceito, ou não, a indemnização que me querem dar. Claro que não vou aceitar. Vamos entrar em litígio e vai ser uma guerra de nervos. Acredito que vou ganhar. Logo se vê.
Nem de propósito o Gugu ficou doente no início da semana. Febres altíssimas, diarreias, falta de apetite...
Corrida para a médica a meio da tarde, nervos à flor da pele, frio na barriga (acho que quem tem filhos sabe do que estou a falar). Afinal ele estava com uma otite em cada ouvido! Ufff, alívio. Não era assim tão grave. Mas a febre continuava quatro dias depois, apesar do antibiótico, do paracetamol, do anti-inflamatório. Voltei à médica. A dosagem não estava correcta. Ele é pesado... disse-me a médica que o viu na urgência. Coitadinho do Gugu. Perdeu a vontade de brincar, de se rir. Só quer estar ao colo com ou ouvidinhos aconchegados. Hoje já está melhor. Só teve alteração de temperatura durante a manhã. No entanto, vou continuar de baixa até dia 18.
Esta semana o Rafa fez anos. Nada de especial. Correu tudo bem para grande espanto meu. Mas é sol de pouca dura. Tenho a certeza.
O Pipocas anda felicissímo porque eu estou em casa. Ele adora ter um miminho logo pela manhã antes de sair de casa, chegar da escola e ter-me aqui para ver os trabalhos dele.
A vovoca também está toda contente. Pode descansar mais em vez de andar atrás do Gugu.
Para terminar a semana, como não não podia deixar de ser, alguma coisa tinha que correr menos bem. Estávamos todos a lanchar e o Gugu costuma petiscar sempre da nossa comida. Hoje eram torradas. Como sempre dei-lhe um bocadinho, mas ele engasgou-se, pois ainda tem a garganta inflamada, começou a enervar-se quando quis tirar o bocadinho de pão da boca e não conseguia. Começou a asfixiar. Ficou vermelho e depois passou a roxo. Demos-lhe tantas palmadas nas costas que ele deve ter ficado todo dorido, mas foi a única maneira de ele voltar a respirar normalmente. Depois molhei-lhe a cara para ele reagir ao choque e tudo voltou à normalidade.
Normalmente costumo manter a calma em situações com os miúdos, mas hoje tive uma sensação de impotência por não conseguir controlar o que se estava a passar. É tão assustador pensar que se ele não voltasse a respirar poderia ficar sem ele, em segundos...Até tremo só de pensar. É simplesmente horrível.
Bem, uma nova semana vai começar. Cabeça erguida e sorriso nos lábios para enfrentar o que aí vem.
Publicada por kikas à(s) 9:25 p.m. 2 comentários
quinta-feira, maio 03, 2007
ÚLTIMA HORA: O Guguinhas já dá passinhos sozinho. Estou tão orgulhosa!!!!!!
Publicada por kikas à(s) 11:02 a.m. 0 comentários
segunda-feira, abril 30, 2007
Publicada por kikas à(s) 1:35 p.m. 3 comentários
sexta-feira, abril 27, 2007
Andava eu em divagação num supermercado muito conhecido, a pensar o que é que me fazia falta lá para casa, quando me deparei com a secção de cremes e leites corporais.
"Olha que giro!" pensei eu - "um creme hidratante que dá cor à pele em 3 dias! Fixe!"
Eu até nem sou uma rapariguita muito branquinha devido à minha descendência oriental, mas achei que se tivesse uma corzinha, ficava mais engraçada.
Vai daí, comprei um creme que garantia 24 horas de hidratação à medida que gradualmente dava um tom bronzeado uniforme à pele. Claro está, como todas as mulheres, assim que cheguei a fui logo experimentar.
"Fantástico! Este creme é mesmo bom. A pele fica mesmo hidratada. Será que fica com côr?" Pensava eu...
Bem, passados três dias depois da primeira aplicação, acho que ainda continuo com a mesma cor que tinha no Domingo passado. Cada vez que me olho ao espelho não noto diferença nenhuma. Nenhuma não: as palmas das minhas mãos estão cor de laranja! A cor é tão intensa que parece que tenho as mãos sujas com alguma substância estranha!
Lembrete: NUNCA mais comprar estimulantes do bronzeado. Se queres ter um bronzeado bonito, levanta-se cedo e vai à praia.
Publicada por kikas à(s) 2:29 p.m. 1 comentários
terça-feira, abril 24, 2007
Este é como o Rafa! Como é preguiçoso, quando lhe mandamos fazer alguma coisa de que ele não gosta, diz que vai fazer queixa à polícia!
Publicada por kikas à(s) 3:00 p.m. 2 comentários
segunda-feira, abril 23, 2007
Publicada por kikas à(s) 2:59 p.m. 0 comentários
sexta-feira, abril 20, 2007
Publicada por kikas à(s) 1:13 p.m. 1 comentários
quinta-feira, abril 19, 2007
Esta madrugada: "Mamã, mamã, lete".
(Tradução: mãe quero leite)
Tão giro!!!!!! O Guguinhas já fala!
Publicada por kikas à(s) 9:00 a.m. 5 comentários
terça-feira, abril 17, 2007
mamã, mamã, mamã, mamã, mamã, mamã, mamã, mamã, mamã. Titá, tatá, titá, Titá, tatá, titá,Titá, tatá, titá,Titá, tatá, titá....
Diz o Gugas todo feliz da vida enquanto brinca.
"Mas que chatice - diz o Pai, muito triste - Nunca me chama, nem pelo meu nome nem por papá, e passa o dia a chamar-te!"
A melhor amiga do bebé ainda é a sua mamãe!!! eheheheh
Publicada por kikas à(s) 1:49 p.m. 2 comentários
Maravilhas da Natureza
(isto é, os disparates do Rafa - 2ª. Parte)
Teste de Estudo do Meio, depois de algumas perguntas sobre vilas e cidades:
"Enumera as diferenças entre as vilas e as cidades".
Resposta do Rafa (inteligente, por sinal): As cidades são grandes, têm muita gente e muito lixo. As vilas são pequenas, têm pouca gente e pouco lixo.
(Está no bom caminho para o curso de Engenharia do Ambiente!)
Na área da geografia, também não vai mal:
"Onde desagua o Rio Mondego?"
Resposta do perito em hidrografia: O rio Mondego corre de sul para norte e desagua em Vila Real de Santo António.
E eu que pensava que no meu tempo estudar era complicado. Bolas, agora é muito mais. Até mudam o curso dos rios portugueses!
Aguardem com expectativa o próximo capítulo destas maravilhas curriculares. Este será postado no final de Junho deste ano, com direito a prova de aferição e tudo!!!!
Publicada por kikas à(s) 1:20 p.m. 2 comentários
segunda-feira, abril 09, 2007
(amorzinho): Amor, não há cigarros.
(eu): Eu também não tenho...
(amorzinho): Não????!!!! Tá bem. Vamos deixar de fumar?
(eu): Por mim... sabes que eu fumo pouco. Se não fumar nada ainda é melhor!
Casa algures no Alentejo. 12:30
Publicada por kikas à(s) 12:08 p.m. 6 comentários

O meu fim de semana foi mesmo assim! Adorei estar de papo para o ar sem fazer nada. Quero repetir com toda a certeza!
Publicada por kikas à(s) 9:05 a.m. 1 comentários
quinta-feira, abril 05, 2007
quarta-feira, abril 04, 2007
Este fim de semana vou andar por aqui:
e por aqui:

Estou com muita vontade de ir almoçar ao Sítio do Rio, http://www.lifecooler.pt/edicoes/lifecooler/index.asp (passo a publicidade), onde se comem as melhores espetadas com molho de gengibre do mundo! Quem conhece, volta lá sempre e não é só pela comida, mas também pela simpatia com que somos servidos neste cantinho tão especial.
Publicada por kikas à(s) 3:43 p.m. 0 comentários
O meu querido colega do Centro de Expedições de Correspondência cá da Empresa hoje saiu-se com a melhor frase do ano! E ainda só estamos em Abril...
Ele estava a falar ao telefone muito zangado, eis que quando lhe sai, vinda sabe-se lá de que neurónio esta brilhante frase:
"... eu marquei uma consulta de psicologia e então recebi um contacto telefónico, telefonicamente..."
Está linda, não está?!
Publicada por kikas à(s) 3:20 p.m. 1 comentários
sexta-feira, março 23, 2007
Mensagem SMS:"Amor, vê se não chegas tarde a casa. Temos que por a nossa "escrita" em dia!,-)"
Telefonema em resposta ao meu SMS. "Mas então, ainda não pagamos as contas todas este mês?!"
Homens, não têm sentido de humor nenhum!
Publicada por kikas à(s) 3:50 p.m. 2 comentários
Amanhã o Guguinhas faz um anito!
O tempo passou a correr... Parece que foi a semana passada que dei entrada na meternidade para ele nascer! Acho que o pai estava mais nervoso do que eu. Deve ter fumado um volume de cigarros inteirinho, entre as saídas do quarto sempre que o meu obstetra maravilha entrava para ver como é que corriam as coisas e as idas ao bar do Hospital.
Estou a adorar a experiência de ser mãe pela segunda vez, e sei que o amorzinho também gosta de ser pai do Gugas. Penso até, que ele se tornou a pessoa mais importante da vida dele.
Amanhã, quero desejar ao meu pequenito toda a felicidade do mundo.
Publicada por kikas à(s) 3:36 p.m. 1 comentários
sexta-feira, março 09, 2007
O Pipocas tem cada uma!
- Ai, sim? E o que é vais fazer?
-Eu já fiz o poema! Queres ver?:
"Querido Pai,
tens um vaso com um cacto
picaste-te no rabo e disseste Ai!"
-É esse o poema?
- Sim, não está giro? Até rima e tudo!!!!
Publicada por kikas à(s) 11:22 a.m. 3 comentários
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
- Ó mãe, tu é uma mulher madura, não és?
- Porquê filho?
- Porque, se já tens quase 40 anos (tão querido, o meu pipocas) deves ser uma mulher madura!
Publicada por kikas à(s) 4:32 p.m. 2 comentários







































